Nem tudo costuma ser vazio.
Os corpos não são.
Uma massa sólida composta de proteínas, lípideos e muita, muita água.
Muitas substâcias que coexistem, trabalham e se modificam; interagem...
E voilà! Ai está você vivendo, respirando e interagindo com o ambiente!
Mas, mesmo depois de tanta reação química e de tantas interações fisicoquimicas,
você ainda se sente vazio.
O que te preenche meu caro, na maioria das vezes, não é a intensidade generosa
do eu, mas vastidão incerta do nós, do eles...
Não nos aceitamos sós; mesmo que dentro de nós exista um oceano profundo
repleto de belezas e amores... Nada parece completo se não existir o outro e mesmo
que já tenhamos muito do mundo, não nos damos por vencidos... Não ficamos satisfeitos.
Mesmo que estejamos plenos, não aceitamos isso.
Precisamos aceitar a nossa plenitude para que assim possamos aceitar o descontentamento
ou o profundo contentamento do outro!
Somos completos e quando perceber isso, acredite, você encontrará a alegria!
A alegria de existirmos, de sermos cheios!! Cheios , as vezes, de vazios que não completamos,
mas essa é a coisa boa! Ainda podemos aprender mais e mais! Porém, satisfeitos com o que se é.