quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

De repente me bateu uma saudade de você,
Dos seus cabelos cor de cevada,
dos seus olhos carinhosos,
do seu eu imaginado....

Mas de repente, lembrei que você se foi com a fumaça do seu cigarro.
Fácil, calma e lentamente.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Fruit de la Passion

Desejo que a sua serenidade
languida, suave, fluida
Venha em mim como o fogo vivo
que nasce, queima, e morre com as cinzas
E deixe que meu sorriso
fraco, triste, pesaroso
Aproxime-se de ti,
meu anjo, minha dádiva, meu pecado
Afastando toda a memória
doce, quente, dolorosa
Das tardes quentes que com outro passei
a quem amei, e suavemente se foi do meu coração.
Mas não deixarei que do meu egoísmo
sedento, amargo e claustrofóbico
Você se torne vítima
amada, solidária, solitária
Pois morreria se do meu sonho você se fosse como pó
em pesadelos longos e ácidos.

sábado, 11 de dezembro de 2010

Enquanto a chuva caisse lentamente sobre seus cabelos, ela saberia que a tristeza seria a única que não estaria com ela porque, ao menos em pensamentos, ele estaria lá.
Mas, quando a chuva cessasse, a solidão voltaria a ser sua única companheira pois, a Dona Morte, com seu longo manto negro,em um dia lindo de sol, levou seu amor.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Por tempos incontáveis eu desejei que você fosse meu novo sonho,
Alguém a quem pudesse me agarrar com todas as forças,
Um grito de força em uma eternidade de fraquezas.

Desejei por inúmeras noites com seus cabelos loiros escuro sonhar,
Mas apenas via o dourado da cevada.
Desejei por inúmeros momentos que fossem por seus braços que eu fosse enlaçada.
mas foi nos braços de outro que eu me eu me senti protegida.

Por mais que eu queira,
São os olhos castanhos que eu sinto me aquecer;
São aos cabelos dourados cevada que eu toco em todos os sonhos;
É ao corpo do outro que eu me vejo entrelaçada.

Ah, anjo de luz.
Queria tanto por você ser protegida,
Sonhar com sua face doce e com seus cabelos loiro escuro
Mas você corre de mim para a eternidade.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Confesso-lhe que o pouco que lhe falei foi mentira.
A mentira mais deslavada e desleal.
Ah, mas seus olhos!
Olhos doces, instigantes e pecaminosos; despiam meu íntimo como uma mão atrevida desvenda ao corpo do amante.
E essas mentiras tornam-se inocentes, pois eram para tê-lo por perto.